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O ANO DA MORTE
DE RICARDO REIS
UM FILME DE JOÃO BOTELHO
NOS CINEMAS 1 OUTUBRO
Teatro do Bairro
Ar de Filmes
PRODUTORA

A AR DE FILMES é uma produtora que se afirmou no panorama cultural português através da singularidade de produzir tanto cinema como teatro. Esta opção tem-se revelado bastante acertada, permitindo à produtora atravessar diversos momentos de crise, através da aposta na diversidade de financiamentos e de apoios, estratégia que fez com que a empresa tenha conseguido resultados excepcionais de solidez financeira e capacidade de liquidez. Em 2010, quando concluiu o FILME DO DESASSOSSEGO, deu o primeiro passo para consolidar a companhia de teatro, abrindo no ano seguinte o Teatro do Bairro, que hoje dá o nome à própria companhia. Por outro lado, a estrutura de teatro permitiu à AR DE FILMES sobreviver à crise que se prolongou nos anos seguintes na área do cinema e, mais tarde, deu à produtora condições excepcionais para a produção de OS MAIAS. O elenco da companhia (que participou, na íntegra, no filme) e o Teatro do Bairro (que foi palco para todo o tipo de ensaios e testes) foram instrumentos indispensáveis à produção e realização deste projeto.

A AR DE FILMES está centrada no trabalho do seu produtor Alexandre Oliveira, que conduz as produções dos seus principais autores: João Botelho no cinema, António Pires no teatro e Luísa Costa Gomes na escrita (tanto para teatro como para cinema), mas tem vindo a estender no cinema o trabalho com outros cineastas, como Margarida Gil, Ariel de Bigault e André Marques.

Na área do teatro a empresa produziu mais de 35 espectáculos e destacam-se distinções como:

• Corvo de Ouro da Time Out Lisboa para Melhor Peça de Teatro de 2012 por “Tisanas Um Antídoto Contra o Cinzento dos Dias”, de Ana Hatherly;

• Globo de Ouro para Melhor Peça de Teatro de 2013 para “O Público”, de Federico Garcia Lorca, co-produzido com o São Luiz Teatro Municipal;

• Menção Especial da Associação de Críticos de Teatro para “Quatro Santos em três actos”, a partir de Gertrude Stein, considerada peça do ano 2015 (espetáculo convidado para a d’Feria 2016 em Donostia/San Sebastian – Capital Europeia da Cultura).

Todas estas peças foram encenadas por António Pires.

Na área do cinema evidenciam-se as duas longas-metragens de ficção que figuram na lista dos filmes portugueses mais vistos dos últimos 12 anos: FILME DO DESASSOSSEGO e OS MAIAS. No primeiro caso, a AR DE FILMES inovou extraordinariamente no modo de distribuir cinema português ao reinventar um novo circuito através de parcerias com os cineteatros municipais de todo o país, batendo o record de média de espectadores por sessão (150 espectadores, quase 10 vezes superior aos restantes filmes portugueses mais vistos). Outro aspeto desta inovação foi o facto de se ter chegado, pela primeira vez, com um filme português, a todos os distritos do país.

No segundo caso, o filme OS MAIAS foi particularmente significativo porque, pela primeira vez, uma obra de inegável serviço público - a fixação em cinema de um livro de leitura obrigatória nas escolas - foi o filme mais visto do ano, consolidando---se entre os 10 mais vistos entre 2004 e 2014. Mais uma vez, foi sem dúvida a inovação na estratégia de comunicação da AR DE FILMES que permitiu este resultado. A tudo isto devemos acrescentar o circuito do ensino da disciplina de Português que visionou o filme, tendo o realizador acompanhado sessões que envolveram mais de 150 escolas, numa parceria com Ministério de Educação e a Associação de Professores de Português.

Nos festivais e internacionalmente, a AR DE FILMES tem assegurado a circulação das obras, como afere a lista de festivais e mostras onde os filmes têm passado, cobrindo sempre mais de três continentes. Mas, sobretudo, orgulhamo-nos pela estreia do FILME DO DESASSOSSEGO em Nova Iorque, numa parceria com o museu MOMA, o TRIBECCA CINEMAS e a POETS HOUSE, e pela estreia de OS MAIAS no Brasil em novembro de 2015, que circulou com um número significativo de cópias em 10 cidades incluindo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. CINEMA, MANOEL DE OLIVEIRA E EU teve um percurso único neste âmbito, tendo sido apresentado em mais de 35 festivais e mostras um pouco por todo o mundo, dos quais destacamos os festivais internacionais de LOCARNO, VIENNALE, MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO, CINEMA DU REEL e BAFICI em Buenos Aires entre outros.

Todas as longas-metragens de ficção produzidas pela Ar de filmes receberam prémios, tanto ao nível nacional como internacional, bem como nomeações relevantes como foi o caso da PEREGRINAÇÃO que recebeu a nomeação portuguesa para os OSCARES e os GOYAS.

À parte das longas-metragens, a Ar de Filmes produziu mais 18 filmes entre documentários e curtas-metragens. Todos foram a festivais e foram transmitidos na RTP, apesar de apenas por três vezes termos recorrido a apoios do ICA. A verdade é que, também neste sector, temos inovado ao trazer novas fontes de financiamento para o cinema português. O trabalho de João Botelho tem vindo a ser reconhecido um pouco por todo o país, tendo a AR DE FILMES estabelecido parcerias com autarquias, museus e outros parceiros que ajudaram à montagem financeira dos projetos.

FILMOGRAFIA AR DE FILMES

2020 | O Ano da Morte de Ricardo Reis
(Longa-metragem)
a partir da Obra de José Saramago
Realizador: João Botelho (versão longa e versão mini série TV)
(estreia nacional marcada para 1 Outubro)

2020 | O Bêbedo
(Longa-metragem)
Argumento e Realização André Marques
Produção Ar de Filmes
(em preparação)

2019 | A Última Festa
(Longa-metragem)
Argumento e realização Matheus Souza
uma produção da Coqueirão Pictures Co-produção Ar de Filmes
(em pós-produção)

2019 | Fantasmas do Império
(Longa-metragem documental)
Argumento e realização: Ariel de Bigault
(90’;doc) (em pós-produção)

2018 | Mar (Longa-metragem)
Argumento Margarida Gil e Rita Benis
Realizadora: Margarida Gil

2017 I O que Chamas Pensar?
(Curta-metragem)
Realizador: Margarida Gil
Encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian

2017 | A Peregrinação
(Longa-metragem)
A partir da obra de Fernão Mendes Pinto
Realizador : João Botelho

2015 | Nos Campos em Volta
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Co-produção com o Museu Municipal de Arqueologia de Serpa

2015 | O Som da Prata
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Encomenda da empresa Topázio

2014 | A Arte da Luz tem 20.000 anos
(documentário)
Realizador: João Botelho
Financiado pelo Côa Parque

2014 | Os Maias
(duas versões longas - 183’ e 133’; e versão minissérie TV 220)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Câmara Municipal de Lisboa e Montepio; Co-produção com a RTP e RACCORD (Brasil)

2012 | Bravo Som dos Tambores
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Fundação Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

2012 | La Valse
(Curta-metragem)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Co-produção RTP Co-produção com a Companhia Nacional Bailado

2012 | Anquanto la Lhéngua fur Cantada
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2011 | Coração no Escuro
(documentário)
Realizadora: Maria Joana Figueiredo

2010 | O Filme do Desassossego
(Longa-metragem)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, CML, Fundação Calouste Gulbenkian; Co-Produção RTP

2010 | Oh Lisboa, Meu Lar!
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Câmara Municipal de Lisboa - Venda à RTP

2009 | Para que este mundo não acabe!
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Município de Montalegre e Município de Boticas; Co-Produção RTP

2007 | A Terra antes do Céu
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme finaciado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2007 | A Baleia Branca – uma ideia de Deus
(documentário)
Realizador: João Botelho
Venda RTP

2005 | Nunca estou onde pensas que estou
(Curta-metragem)
Realizador: Jorge Cramez
Filme financiado pelo ICA e co-produzido pela RTP

Ar de Filmes
Teatro do Bairro
Teatro

Inaugurado pela Ar de Filmes em 2011, o Teatro do Bairro trouxe a Lisboa um espaço cultural único na cidade. Situado em pleno Bairro Alto, na Rua Luz Soriano, nº 63, ocupa o espaço onde durante décadas funcionou a rotativa do Diário Popular, mesmo ao lado da Escola de Música do Conservatório Nacional. Uma iniciativa que foi um marco no caminho artístico da produtora, contaminando-o de forma positiva. Foi atribuído um espaço físico, uma morada, uma casa, a uma identidade artística. Criou-se um diálogo direto e permanente com o público da Ar de Filmes, quer na área de cinema, quer na área de teatro, e abriu-se caminho para a fidelização de novos públicos.

A não dependência dos calendários das tradicionais salas de acolhimento garantiu à Ar de Filmes e à Companhia do Teatro do Bairro a gestão própria e otimização dos timings de ensaios e temporadas das suas criações, permitindo também ao grupo de artistas que habitualmente colaboram com a produtora um trabalho mais regular e continuado. Consideramos esta circunstância absolutamente necessária à consolidação de uma companhia teatral, já que possibilita uma reflexão ininterrupta que contagia as criações e afirma o caminho artístico previamente traçado. Mas além de uma nova sala de teatro, o Teatro do Bairro trouxe também a Lisboa uma nova sala de cinema, que além de programar ciclos específicos e exibições únicas de filmes independentes, salvaguarda a exibição das produções cinematográficas da Ar de Filmes e dos seus criadores.

O interesse da abertura do Teatro do Bairro para a cidade não se esgota, no entanto, no projeto artístico da Ar de Filmes, nem no desenvolvimento da sua companhia teatral. Localizado num local histórico de fruição artística por excelência, proporciona também o convívio entre diferentes artes performativas contemporâneas, com uma programação abrangente que garante a circulação de diferentes artistas e públicos, através do acolhimento de espetáculos de outros criadores de teatro, e também de música, cinema e dança. Criámos em Lisboa um novo espaço de reunião, tertúlia e contaminação entre diferentes áreas artísticas, e de encontro dos cidadãos com as artes e os seus criadores.

 

 

 

 

 

 

Alexandre Oliveira
Alexandre Oliveira
PRODUTOR

Alexandre Oliveira estudou Produção na Escola de Teatro e Cinema, em Lisboa. Trabalhou como Director de Produção e Produtor Executivo de nomes importantes da indústria portuguesa e europeia, como: João César Monteiro, Manoel de Oliveira, Paulo Rocha e Wener Schroeter. Foi programador da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema com João Bénard da Costa. Em 2001, fundou a AR DE FILMES, uma produtora de cinema e teatro. A produtora incluí a Companhia Teatro do Bairro, um espaço no Bairro Alto, com 120 lugares sentados, que inclui programação de teatro, música e dança. Produziu cerca de 20 peças nos últimos anos.

Nos últimos anos, Alexandre Oliveira produziu mais de 10 filmes de João Botelho, entre documentários e longas-metragens de ficção, bem como de Margarida Gil, Ariel de Bigault, e André Marques. Fez um importante trabalho de distribuição ao criar um novo circuito que assegura que o público possa ver os filmes em teatros municipais. O FILME DO DESASSOSSEGO, baseado no livro de Fernando Pessoa, foi um dos filmes mais vistos em Portugal nos últimos 10 anos, com uma média de 200 espectadores por sessão. OS MAIAS, adaptado do romance de Eça de Queiroz fez mais de 150.000 espectadores nas primeiras exibições em Portugal.

Em 2015, Alexandre Oliveira foi distinguido pela Academia de Produtores Culturais com o Prémio Natércia Campos para Melhor Produtor Cultural pela Academia de Produtores Culturais, pela “capacidade de se colocar ao serviço de uma significativa diversidade de criadores, linguagens, áreas artísticas e promotores, afim, de se colocar ao serviço da clara defesa do projeto artístico na sua relação com os públicos.”

Estes são alguns exemplos do seu trabalho em cinema:

FILMOGRAFIA como produtor

2020 | O Ano da Morte de Ricardo Reis
(Longa-metragem)
a partir da Obra de José Saramago
Realizador: João Botelho (versão longa e versão mini série TV)
(estreia nacional marcada para 1 Outubro)

2020 | O Bêbedo
(Longa-metragem)
Argumento e Realização André Marques
Produção Ar de Filmes
(em preparação)

2019 | A Última Festa
(Longa-metragem)
Argumento e realização Matheus Souza
uma produção da Coqueirão Pictures Co-produção Ar de Filmes
(em pós-produção)

2019 | Fantasmas do Império
(Longa-metragem documental)
Argumento e realização: Ariel de Bigault
(90’;doc) (em pós-produção)

2018 | Mar (Longa-metragem)
Argumento Margarida Gil e Rita Benis
Realizadora: Margarida Gil

2017 I O que Chamas Pensar?
(Curta-metragem)
Realizador: Margarida Gil
Encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian

2017 | A Peregrinação
(Longa-metragem)
A partir da obra de Fernão Mendes Pinto
Realizador : João Botelho

2015 | Nos Campos em Volta
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Co-produção com o Museu Municipal de Arqueologia de Serpa

2015 | O Som da Prata
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Encomenda da empresa Topázio

2014 | A Arte da Luz tem 20.000 anos
(documentário)
Realizador: João Botelho
Financiado pelo Côa Parque

2014 | Os Maias
(duas versões longas - 183’ e 133’; e versão minissérie TV 220)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Câmara Municipal de Lisboa e Montepio; Co-produção com a RTP e RACCORD (Brasil)

2012 | Bravo Som dos Tambores
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Fundação Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

2012 | La Valse
(Curta-metragem)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Co-produção RTP Co-produção com a Companhia Nacional Bailado

2012 | Anquanto la Lhéngua fur Cantada
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2011 | Coração no Escuro
(documentário)
Realizadora: Maria Joana Figueiredo

2010 | O Filme do Desassossego
(Longa-metragem)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, CML, Fundação Calouste Gulbenkian; Co-Produção RTP

2010 | Oh Lisboa, Meu Lar!
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Câmara Municipal de Lisboa - Venda à RTP

2009 | Para que este mundo não acabe!
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Município de Montalegre e Município de Boticas; Co-Produção RTP

2007 | A Terra antes do Céu
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme finaciado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2007 | A Baleia Branca – uma ideia de Deus
(documentário)
Realizador: João Botelho
Venda RTP

2005 | Nunca estou onde pensas que estou
(Curta-metragem)
Realizador: Jorge Cramez
Filme financiado pelo ICA e co-produzido pela RTP

FILMOGRAFIA como director de produção

2003 | A Mulher que Acreditava ser Presidente dos E.U.A.
Realização: João Botelho
Produção Madragoa Filmes

2007 | Mistério da Estrada de Sintra
Realização: Jorge Paixão da Costa
Produção Filmes de Fundo

2007 | Nome de Código: Sintra
Realização: Jorge Paixão da Costa
Produção de serie Tv: Filmes de Fundo para RTP

2003 | Quaresma
Realização: José Alvaro Morais
Produção Madragoa Filmes

2002 | Delfim
Realização: Fernando Lopes
Produção Madragoa Filmes

2002 | Deux
Realização: Werner Schroeter
Produção Madragoa Filmes

2001 | Hora do Lobo
Realização: José Nascimento
Produção Madragoa Filmes

2001 | Água e Sal
Realização: Teresa Villaverde
Produção Madragoa Filmes

2000 | Palavra e Utopia
Realização: Manoel de Oliveira
Produção Madragoa Filmes

2000 | Branca de Neve
Realização: João César Monteiro
Produção Madragoa Filmes

João Botelho
João Botelho
REALIZADOR

Com 43 anos de carreira e 16 longas-metragens realizadas, João Botelho é o cineasta português no ativo com a filmografia mais vasta. Destacou-se em 2014 com “Os Maias”, adaptação da magistral obra homónima de Eça de Queirós, autor maior da literatura portuguesa. “Os Maias” foi o filme português mais visto desse ano no país, percorreu alguns dos maiores festivais de cinema da Europa e América Latina e estreou comercialmente no Brasil em 2016. Em 2010, o prestigiado realizador tinha já adaptado ao cinema uma outra obra maior da literatura portuguesa: “Filme do Desassossego” - igualmente sucesso de bilheteira em Portugal e presença em vários festivais internacionais - foi criado a partir de “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa. Ao longo da sua carreira, João Botelho teve filmes presentes nos festivais de Cannes, Roma, Antuérpia, Rio de Janeiro, Veneza, Berlim, Salsomaggiore, Pesaro, Belfort, Cartagena e Varna, onde obteve vários prémios: dos quais se destacam prémio OCIC no Festival de Cannes para Coversa Acabada, melhor realizador Festival do Rio de Janeiro, melhor filme em Salsomagiore e Pesaro, OCIC em Berlin com Adeus Português, premio da critica internacional de melhor filme em Veneza com Tempos Dificeis e prémio Mimo Rotella da melhor contribuição artística da Bienal de Veneza com o filme Quem és Tu?.

Em Portugal foi premiado com Globos de Ouro, com o prêmio da OCIC, da Sociedade Portuguesa de Autores e com diversos prémios Sophia. Todas as suas longas-metragens tiveram exibição comercial em Portugal, quase todas em França e algumas no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Japão. Foram exibidas retrospetivas integrais da sua obra em Bergamo (1996), La Rochelle, com edição de uma monografia (1998), na Cinemateca de Luxemburgo (2002) e no LEFFEST’19, também com a edição de um catálogo. Em 2005 foi agraciado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a prestigiada Ordem do Infante D.Henrique (Grau de Comendador). Amigo pessoal e profundo admirador da obra de Manoel de Oliveira, dedicou-lhe um filme – “O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu” – um documentário-ficção que percorre o coração dos seus filmes e, nas palavras de João Botelho, “o muito do que dele aprendi, o muito do que ele inventou e apresentou para todos nós”. Uma homenagem comovente e uma verdadeira lição de cinema que foi apresentado em mais de 35 festivais e mostras internacionais. Em Novembro de 2017 estreia nos cinemas o seu último filme “Peregrinação”, a partir do livro de viagens de Fernão Mendes Pinto, também ele premiado e nomeado para representar Portugal nos prémios Oscares e Goyas e está ser distribuído internacionalmente em território norte americano pela Amazon. O seu mais recente filme Ano da Morte de Ricardo Reis tem estreia marcada para 1 de Outubro de 2020.

FILMOGRAFIA COMPLETA

2020 | O Ano da Morte de Ricardo Reis
(Longa-metragem e versão mini série TV)
a partir da Obra de José Saramago
(estreia nacional marcada para 1 de Outubro)

2017 | A Peregrinação
(Longa-metragem)
A partir da obra de Fernão Mendes Pinto
Prémios:
Academia Portuguesa de Cinema - Premios Sophia . Prémio Sophia Melhor Guarda Roupa- Silvia Grabowski, 2018 . 25/03/2018
Academia Portuguesa de Cinema - Premios Sophia . Prémio Sophia Melhor Caracterização- Rita de Castro, Filipe Muiron, 2018 . 25/03/2018
Academia Portuguesa de Cinema - Premios Sophia . Prémio Sophia Melhor Caracterização/Efeitos especiais- Nuno Esteves, 2018 . 25/03/2018

2016 | O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu
Prémio João Sampaio, Festival de Cinema do Recife, Brasil, 2016

2015 | Nos Campos em Volta
(Curta-metragem documental)
Co-produção com o Museu Municipal de Arqueologia de Serpa

2015 | O Som da Prata
(Curta-metragem documental)
Encomenda da empresa Topázio

2014 | A Arte da Luz tem 20.000 anos
(documentário)
Financiado pelo Côa Parque

2014 | QUATRO
Documentário sobre quatro artistas plásticos portugueses

2014 | Os Maias
(duas versões longas - 183’ e 133’; e versão minissérie TV 220)
Filme financiado pelo ICA, Câmara Municipal de Lisboa e Montepio; Co-produção com a RTP e RACCORD (Brasil)
Prémios:
Prémios Time Out- Lisboa . Melhor filme do ano . 15/12/2014
Fénix Associação Cinematográfica - Prémios ÁQUILA . Melhor Acriz Secundária - Rita Blanco . 09/12/2015 . Internacional
Festival de Cinema de Varna, na Bulgária . Prémio da União dos Realizadores de Cinema Búlgaros . 11/08/2015 . Internacional
Fundação GDA -Prémio de Atores de Cinema . Melhor actor secundário - Pedro Inês . 25/05/2015
Globos de Ouro . Melhor filme do Ano . 24/05/2015
Academia Portuguesa de Cinema - Prémios Sophia . Melhor Actor Secundário - João Perry . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema -Prémios Sophia . Melhor Actriz Secundária - Maria João Pinho . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema -Prémios Sophia . Melhor Fotografia - João Ribeiro . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema - Prémios Sophia . Melhor Direcção Artística - Silvia Grabowski . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema -Prémios Sophia . Melhor Caracterização - Sano De Perpessac . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema - Prémios Sophia . Melhor Caracterização / Efeitos Especiais - Sano De Perpessac . 02/04/2015
Academia Portuguesa de Cinema - Prémios Sophia . Melhor Guarda-Roupa - Silvia Grabowski . 02/04/2015
CineEuphoria . Melhor actor Secundario - National Competition . 13/01/2015
CineEuphoria . Melhor Caracterização - National Competition . 13/01/2015
CineEuphoria . Melhor Direcção Artística - National Competition . 13/01/2015
CineEuphoria . Melhor Elenco - National Competition Rita Blanco, Nuno Casanovas, Graciano Dias, Maria Flor, Pedro Inês, Pedro Lacerda, Adriano Luz, Hugo Mestre Amaro, Nuno Pardal, João Perry, , Maria João Pinho, Marcello Urgeghe, Filipe Vargas, João Pedro Vaz, Catarina Wallenstein . 13/01/2015
Festival Internacional de Cinema da Fronteira . Melhor Argumento - João Botelho . 16/12/2014 . Internacional

2012 | Bravo Som dos Tambores
(documentário)
Filme financiado pela Fundação Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

2012 | La Valse
(Curta-metragem)
Filme financiado pelo ICA, Co-produção RTP Co-produção com a Companhia Nacional Bailado

2012 | Anquanto la Lhéngua fur Cantada
(documentário)
Filme financiado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2010 | O Filme do Desassossego
(Longa-metragem)
Filme financiado pelo ICA, CML, Fundação Calouste Gulbenkian; Co-Produção RTP
Prémios:
Sociedade Portuguesa de Autores – Prémios . Melhor Filme do Ano . 21/02/2011
Sociedade Portuguesa de Autores – Prémios . Melhor Actor - Claúdio Silva . 21/02/2011

2010 | Oh Lisboa, Meu Lar!
(Curta-metragem documental)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pela Câmara Municipal de Lisboa - Venda à RTP

2009 | Para que este mundo não acabe!
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme financiado pelo ICA, Município de Montalegre e Município de Boticas; Co-Produção RTP

2008 | A CORTE DO NORTE
Filme digital, alta definição, a partir do romance homónimo de Agustina Bessa–Luís.
Estreia: Selecção Oficial do Festival de Nova Iorque.
Selecção Oficial do Festival de Roma, Competição.
Menção Especial do Júri por Mérito Artístico.
Filme de Encerramento do Festival de Cinema do Funchal (integrado numa homenagem ao realizador).

2007 | CORRUPÇÃO
95’ versão do produtor | 118’ versão do realizador
Não assinado por desacordo com o produtor na montagem e banda sonora.

2007 | A Terra antes do Céu
(documentário)
Realizador: João Botelho
Filme finaciado pela Direcção Regional de Cultura do Norte Venda à RTP

2007 | A Baleia Branca – uma ideia de Deus
(documentário)
Realizador: João Botelho
Venda RTP

2006 | AVÉ MARIA (curta)
Vídeo digital
Adaptação de um conto de Natal de Manuel da Fonseca para a RTP.
Festival de Televisão de Montecarlo.

2005 | O FATALISTA
Estreia no Festival de Veneza, Selecção Oficial, Competição.
Festival de Toronto.
Festival de Sevilha.
Mostra de São Paulo.
Festival de Washington.
Distribuição em França: Gemini.

2005 | A LUZ NA RIA FORMOSA
Documentário, vídeo digital.
Festival DocLisboa.
Selecção Oficial de Torino Film Festival.
Cinéma de Réel, Paris.
Festival de Cinema de Vienna – Viennale.
Festival di Popolo, Florença.

2003 | A MULHER QUE ACREDITAVA SER PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Estreia no Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores, Filme de Abertura.
Distribuição em França: Gemini.

2001 | AS MÃOS E AS PEDRAS
(curta)
Vídeo digital.
Filme de abertura de Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.

2001 | QUEM ÉS TU?
Festival de Veneza, Selecção Oficial, Competição.
Prémio Mimo Rotella para a Melhor Contribuição Artística da Bienal de Veneza.
Distribuição em França: Gemini.
Vendas no Japão.

1999 | SE A MEMÓRIA EXISTE
(curta)
Vídeo digital. Encomenda para o 25º aniversário do 25 de Abril.
Estreia no Festival de Veneza.

1998 | TRÁFICO
Estreia no Festival de Veneza, Selecção Oficial, Competição.
Festival de Cinema de Toronto - Selecção Oficial.
Festival de Cinema Português – Providence.
Festival de Cinema de Hamburgo.
Festival de Cinema de Neighbours – Haifa.
Mostra Internacional de Cinema São Paulo.
Festival de Cinema Jove Valencia.
Distribuição em França: Gemini.

1996 | 13 FILMES X 3’
Para Trio de Quattro, RTP.

1994 | TRÊS PALMEIRAS
Encomenda de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura.
Estreia no Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores.
Distribuição em França: Gemini.

1993 | AQUI NA TERRA
Festival de Veneza, Selecção Oficial, Competição.
Filme seleccionado para o Dia da Europa, exibição simultânea na Alemanha, França e Portugal.

1991 | NO DIA DOS MEUS ANOS
Encomenda RTP/ARTE sobre os 4 elementos.
Estreia no Festival de Locarno, Selecção Oficial, Fora de Competição.

1987 | TEMPOS DIFÍCEIS
Estreia no Festival de Veneza, Seleccção Oficial, Competição.
Prémio FIPRESCI.
Festival de Nova Iorque, Lincoln Centre, Selecção Oficial.
Festival de Londres.
Melhor Filme no Festival de Belfort.
Distribuição em França - Lasa Films e em Inglaterra – Artificial Eye.

1985 | UM ADEUS PORTUGUÊS
Estreia no Festival de Londres.
New Film, New Directors, MOMA New York.
Festival do Rio de Janeiro – Tucano de Ouro, Melhor Realizador.
Melhor Filme nos Festivais de Belfort, Cartagena, Salsomagiore e Pesaro.
Prémio OCIC.
Festival de Berlim (Fórum)
Distribuição em França - Lasa Films e em Inglaterra – Artificial Eye.

1980 | CONVERSA ACABADA
Estreia no Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores.
Distribuição em França, Filmes du Passage.
Prémio Glauber Rocha, Figueira da Foz.
Melhor Filme no Festival de Antuérpia.
Prémio OCIC.

1978 | ALEXANDRE E ROSA
(curta)
Estreia na Semana dos Cahiers du Cinéma – Paris, Cinéma Action République.

1977 | O ALTO DO COBRE
(curta)

1977 | UM PROJECTO DE EDUCAÇÃO POPULAR

1977 | OS BONECOS DE SANTO ALEIXO
(Documentário de longa metragem)

Luísa Costa Gomes
António Pires
ENCENADOR

António Pires tem desenvolvido um trabalho de encenador que se poderia designar como "Teatro Coreográfico", onde o texto e as imagens se fundem e funcionam como se de uma coreografia se tratasse. Ao longo de seu percurso artístico, tem apresentado trabalhos a convite de várias entidades, mas é na Ar de Filmes/Teatro do Bairro, estrutura de produção que ajudou a consolidar, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho como encenador. Com a inauguração do Teatro do Bairro, acumula as funções de Director Artístico e Co- Director de Programação. O seu espetáculo “Tisanas – Um Antídoto Contra o Cinzento dos Dias” ganhou o Corvo de Ouro da Time Out Lisboa para Espetáculo do Ano 2012. A sua encenação de “O Público”, de Federico Garcia Lorca, ganhou o Globo de Ouro desse ano (2013) para Melhor Peça de Teatro. O seu espetáculo “Quatro Santos em três Actos”, a partir de Gertrude Stein, com versão cénica de Luísa Costa Gomes, foi distinguido pela APCT – Associação Portuguesa de Críticos de Teatro com uma menção especial para espetáculo do ano 2015. Já em 2016, o Teatro do Bairro foi convidado para apresentar este mesmo espetáculo na dFeria 2016, em Donostia/San Sebastian - Capital Europeia da Cultura.

Encenações de António Pires para a Ar de Filmes:

2020 | REI JOÃO
de William Shakespeare
Museu Arqueológico do Carmo

2019 | AS CADEIRAS
de Eugène Ionescu

2019 | TROIANAS
de Eurípedes

2019 | TERROR E MISÉRIA
de Bertolt Brecht

2018 | O MUNDO É REDONDO
a partir de Gertrude Stein
PRÉMIO AUTORES 2019 - MELHOR ESPECTÁCULO TEATRO
Nomeação GLOBO DE OURO - Melhor - peça/espetáculo 2018

2018 | MACBETHS
Luísa Costa Gomes
a partir de William Shakespeare

2018 | COLÓNIA PENAL
a partir de Jean Genet

2018 | IVONE, PRINCESA DE BORGONHA
a partir de Witold Grombowitz

2017 | BIOGRAFIA DE UM POEMA
a partir de Carlos Drummond de Andrade

2017 | UBU REI
de Alfred Jarry

2017 | VANESSA VAI À LUTA
de Luísa Costa Gomes

2016 | O JOVEM MÁGICO
a partir da obra de Mário Cesariny

2016 | CIMBELINO
de William Shakespeare

2016 | RUÍNAS
de Lynn Nottage

2015 | LONE DOG
de Claudio da Silva

2015 | QUATRO SANTOS EM TRÊS ACTOS
de Luísa Costa Gomes
Menção Especial da APCT – Associação Portuguesa de Críticos de Teatro como espetáculo do ano 2015
Convite para integrar a programação da dFeria 2016, em Donostia/San Sebastian - Capital Europeia da Cultura.

2015 | E OS SONHOS, SONHOS SÃO
de Luísa Costa Gomes

2014 | DEPOIS DA REVOLUÇÃO
de Luís Bragança Gil e Luísa Costa Gomes<

2014 | CABARET ALEMÃO
de Luísa Costa Gomes

2014 | MANA, SOLTA A GATA
a partir do universo de Adília Lopes

2013 | PEQUENAS COMÉDIAS
de Georges Feydeau

2013 | O PÚBLICO
de Federico Garcia Lorca
Globo de Ouro para Melhor Peça de Teatro de 2013

2013 | ACTOR IMPERFEITO
de Luísa Costa Gomes

2012 | TISANAS
de Ana Hatherly
Corvo de Ouro da Time Out Lisboa para Espetáculo do Ano 2012

2012 | BELA ADORMECIDA E OUTRAS HISTÓRIAS< a partir de textos de Robert Walser

2011 | COMÉDIA DE DESENGANOSv
de Luísa Costa Gomes

2011 | SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
de William Shakespeare

2011 | A PAIXÃO DE SÃO JULIÃO HOSPITALEIRO
a partir de um conto de Gustave Flaubert
adaptação de Maria João Cruz
São Luiz Teatro Municipal

2010 | VIDA DE ARTISTA
de Luísa Costa Gomes

2010 | O PRINCIPE DE HOMBURGO<
de Heinrich von Kleist
>Centro Cultural de Belém
Teatro Carlos Alberto (Porto)

2009 | ROMANCERO GITANO
de Federico Garcia Lorca
Ruínas do Convento do Carmo

2009 | DEUS PÁTRIA REVOLUÇÃO
de Luís Bragança Gil e Luísa Costa Gomes
Centro Cultural de Belém
Teatro Carlos Alberto (Porto)

2008 | SAY IT WITH FLOWERS
de Gertrude Stein
Teatro das Figuras (Faro)
Teatro Nacional São João (Porto)
Lux Frágil (Lisboa)

2008 | AUTO DAS CIGANAS
de Gil Vicente
Encomenda do Ano Europeu para o Diálogo Intercultural
Padrão dos Descobrimentos

2007 | MOBY DICK
de Herman Melville
adaptação de Maria João Cruz<
São Luiz Teatro Municipal

2005 | A MORTE DE ROMEU E JULIETA
a partir de William Shakespeare
Cornucópia - Teatro do Bairro Alto

2004 | AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente
(em cena até hoje)

Algumas encenações de António Pires para outras produtoras:

2002 | UM DOM QUIXOTE
de Cervantes
Teatro Maria Matos

2001 | WERTHERde Goethe

Cornucópia - Teatro do Bairro Alto

2001 | ENTRADA DE PALHAÇOS
a partir de Entrées de Clowns, de Hélène Parmelin2001
Teatro Taborda
Teatro Nacional São João

1999 | O AUMENTO
de Georges Perec
Centro Cultural de Belém

1996 | A LIST
de Gertrude Stein
Cornucópia - Teatro do Bairro Alto

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